Curta-metragem sobre o Cinema São Luiz ganha destaque em festivais

 



Desde sua inauguração, em setembro de 1952, o Cinema São Luiz do Recife é objeto de paixão de pessoas dos mais variados segmentos. E esse sentimento permanece inabalável. 

Esse amor incondicional por um dos poucos cinemas de rua que sobrevivem no Recife também atingiu o então estudante Tiago Pinheiro. Ele o transformou em um curta-metragem. Inicialmente para o curso de Publicidade e Propaganda, em 2011, e em seguida para o trabalho de conclusão do curso da especialização em Gestão e Produção Cultural, em 2020. Para então torná-lo o documentário ‘Quem me Quer?’.

Localizado na rua da Aurora, centro da capital pernambucana, no térreo do edifício Duarte Coelho, o São Luiz se debruça sobre o rio Capibaribe, cujas águas são contidas por uma mureta que ficou conhecida a partir da década de 1960 como “quem me quer?”, por ser um ponto de encontros, paqueras, e espera que as portas do cinema se abrissem. Tiago resgatou o apelido e o tornou título do seu filme, onde faz um recorte da história antiga e recente do São Luiz, seus frequentadores e funcionários, através de 14 entrevistas e materiais de arquivo. 

O em seus 15 minutos de duração, o curta conta com depoimentos do cineasta Kleber Mendonça Filho, do Presidente da rede Kinoplex/Grupo Severiano Ribeiro, Luiz Severiano Ribeiro Neto, do aposentado José Rodrigues, da realizadora audiovisual Cynthia Falcão, do engenheiro Lula Cardoso Ayres Filho, do programador do Cine São Luiz entre 2011 e 2021, Geraldo Pinho, da bilheteira do Cine São Luiz na década de 1950, Janete Marques, do projecionista do Cine São Luiz, Miguel Tavares, dos jornalistas Alexandre Figueirôa e Luiz Joaquim, do gestor do Cine São Luiz, Gustavo Coimbra, da professora Julya Vasconcelos, da coordenadora executiva do Programa Cine de Rua, Janaina Guedes, do professor Severino Alves, e do ‘irmão evento’, Joel Datz.

‘Quem me Quer?’, tem direção e roteiro de Tiago Pinheiro, direção de fotografia assinada por Mariano Maestre, produção executiva de Ana Patrícia Vaz Manso, marcou presença em mais de 40 eventos. Em Pernambuco, o documentário fez parte da programação de festivais como Cine PE (Recife), Cine Jardim - Festival latino-americano de cinema de Belo Jardim, Festival Curta na Serra (Bezerros), onde ganhou o prêmio de melhor direção, Festival VerOuvindo (Recife), conquistando o prêmio VerOuvindo de Acessibilidade, Orocine - Mostra Orobó de Cinema. Também fez parte da programação dos eventos Salve o São Luiz (Recife), Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (Olinda), Encontros do Cinema Pernambucano (Recife), Bienal da UNE (Olinda) e entrou na programação de dois finais de semana no próprio Cine São Luiz. 

Entre os festivais e mostras que o documentário participou, fora de Pernambuco, estão: Festival Internacional de Cinema de Paraty (Rio de Janeiro), Muído - Festival de Cinema de Campina Grande (Paraíba), Santos Film Fest – Festival de Cinema de Santos (São Paulo), Curta Libras - Mostra Cinema e Acessibilidade (Bahia), Sinédoque - Festival Nacional de Documentários Curtos (Rio de Janeiro), Mostra Manaus Filme Fantástico (Amazonas), FIM - Festival Imagem-Movimento (Amapá), Festival Curta Campos do Jordão (São Paulo).

Em 2026, o filme foi selecionado na 5ª Autêntica Mostra Cinemas do Brasil: Reminiscências do Passado Histórico, sendo exibido no Instituto Guimarães Rosa, na Cidade do México, também fez parte da programação do Cine Taquaty (Taquaritinga do Norte/PE), Cine Carmen Miranda (Manaus/AM), da Casa Caipora (Vitória/ES), na Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba (SP), na Escola Municipal Antenor Serpa (Olho d'Água do Casado/AL), na Sala de Cinema Walter da Silveira, em Salvador, e no Cine Olido, em São Paulo, integrando o Circuito Spcine.



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