Área Cultural do 23º Festival do Japão apresenta novidades nesta edição
A área responsável por concentrar as artes japonesas no Festival do Japão retorna com as tradicionais manifestações artísticas com exposições e workshops de Origami, Orinuno, Mangá, Shodō, Oshibana, Etegami, Washiê e Kirigami. Além de contar com artistas convidados, live painting (pintura ao vivo) e a exposição “Movimento Tsuru Ação pela Vida”.
A experiência de contemplar, aprender e realizar as técnicas da arte japonesa com os principais senseis/professores é reservado num espaço de 450m², dedicado a toda família para conhecer mais sobre a cultura japonesa. Em cada stand é possível acompanhar a programação dos workshops, tirar fotos e conversar com os artistas responsáveis pelas obras em destaque. A área cultural também realiza apresentações integrados com outros espaços do evento, como por exemplo, a área da melhor idade.
“Esperamos um grande reencontro com o público neste ano, será um evento marcado por sorrisos e a alegria de retornar, presencialmente, ao realizar com cada professor de arte japonesa a sensação de fazer arte em união”, descreve a coordenadora da área cultural, Thais Kato.
Artistas Convidados
Nesta edição, teremos a participação de artistas convidados como a Marisa Malmann de Florianópolis/SC - especialista em Sashiko (bordados japoneses) arte exposta pela primeira vez no Festival do Japão. A técnica é uma forma de costura de reforço decorativa (ou bordado funcional) do Japão que começou com uma necessidade prática durante a era Edo (1615-1868); os trabalhos são usados principalmente em padrões geométricos.
Mais uma artista convidada para o espaço cultural é a Fabiana Shizue, ilustradora, que através da sua obra evidencia a potência da sua ancestralidade. Trabalho rico em detalhes e expressivos em cerâmica e demais modalidades. Mais uma novidade para esta edição é a expressão artística - Live Painting - (pintura ao vivo) com artistas nikkeis que farão suas obras durante os dias do evento, numa dinâmica em que o público pode acompanhar de perto a realização de uma grande arte.
Movimento tsuru ação pela vida
A iniciativa do Movimento Tsuru Ação pela Vida começou em março de 2020, no início da pandemia, quando uma seguidora do perfil da @thaiskatoorigami sugeriu lives no instagram para dobrar um origami de tsuru por dia, como motivação para as seguidoras, já que a dobradura simboliza a longevidade e a esperança na cultura japonesa. Logo surgiu então, o movimento e a frequência diária do contato do público envolvido pela cultura japonesa. Ao registrar 200 mil óbitos por Covid-19 no Brasil, em janeiro de 2021, o número de impacto mobilizou todas as seguidoras e comunidades nikkei num grande mutirão para dobrar o mesmo número num ato simbólico de respeito pelas vítimas. Cada estado brasileiro tem a sua representação nesta exposição, com dobraduras enviadas durante o período da pandemia. São mais de 200 mil tsurus numa exposição carregada de esperança.
“Uma grande realização, expor no Festival do Japão, o resultado do movimento Tsuru Ação pela vida. Milhares de tsurus foram realizados por participantes de todo o Brasil nessa grande festa", destaca Thaís Kato, responsável pelo projeto

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